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A Morte do Vaqueiro

de Zé Ramalho
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Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar

Não vem mais aboiar
Tão dolente a cantar
Tengo lengo tengo lengo
Tengo lengo tengo

Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
Mas quebradas do sertão

Nunca mais ouvirão
Seu cantar, meu irmão
Tengo lengo tengo lengo
Tengo lengo tengo

Sacudido numa cova
Desprezado do senhor
Só lembrado do cachorro
Que ainda chora a sua dor

É demais tanta dor
A chorar com amor
Tengo lengo tengo lengo
Tengo lengo tengo