Letra de Milonga de Manuel Flores

de Vitor Ramil
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Manuel Flores vai morrer
Isso é moeda corrente
Morrer é um costume
Que sabe ter toda a gente

Amanhã virá a bala
E com a bala o olvido
Disse o sábio Merlin
Morrer é haver nascido

Apesar disso me dói
Despedir-me da vida
Essa coisa tão de sempre
Tão doce e tão conhecida

Olho na alba minhas mãos
Olha nas mãos as veias
Com estranheza as contemplo
Como se fossem alheias

Quanto coisa em seu caminho
Esses olhos terão visto
Quem sabe o que verão
Depois que me julgue Cristo

Manuel Flores vai morrer
Isso é moeda corrente
Morrer é um costume
Que sabe ter toda a gente