Arte Lapidada

de Túlio Dayrell

Ao contrário da maioria das ciências
O céu nunca esteve ao alcance da mão
A gente vê estrelas de longe
Chamam isso de observação

Dizem que é só assistir
Que o mundo gira sem pedir permissão
Que somos plateia do caos
Sentados na beira da própria decisão
Mas toda distância é escolha
Todo silêncio é posição
Fingir que não interfere
Também escreve uma direção

Se eu fico parado, eu desapareço
Se eu não toco, eu consinto
Entre o medo e o desejo
Eu ainda sinto

A gente não é telescópio
Não nasceu só pra assistir
Cada passo, cada ausência
Decide pra onde ir
Não é só olhar o futuro
É puxar ele pra cá
Toda vez que eu participo
O mundo aprende a mudar

A gente não é telescópio
Não somos só visão
Não somos plateia
Não somos só visão
O poder esta em suas mãos

Lembrar exige coragem
Conectar exige calor
Empatia não é discurso
É ficar quando dói
Cuidar não é poesia
Justiça não é opinião
Ou a mão vira ferramenta
Ou o tempo vira omissão

Cada escolha pesa
Mesmo quando eu finjo não ver
Não fazer nada
Também é escolher

A gente não é telescópio
Não nasceu só pra assistir
Cada passo, cada ausência
Decide pra onde ir
Não é só olhar o futuro
É puxar ele pra cá
Toda vez que eu participo
O mundo aprende a mudar

E se eu errar tentando
Ainda é melhor que não tentar
O céu nunca responde
Mas o chão aprende a escutar

Não somos plateia
Não somos só visão
Não somos plateia
Não somos só visão

A gente não é telescópio
Não nasceu só pra assistir
O futuro não cai pronto
Ele aprende a surgir
Cada gesto é um começo
Cada silêncio também é
O mundo muda quando a gente
Decide que é

Não apenas observamos
A gente faz acontecer
Com as nossas mãos
Com o nosso coração
Além da visão

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