No som da viola
de Tião Carreiro & Pardinho
É hoje que a terra treme
É hoje que a pedra rola
Este é o som da minha terra
Cheguei no som da viola.
Não sei se vim pra ensinar
Ou se vim para aprender
Eu sou pimenta nos olhos
Daquele que não quer ver
Quem bateu tem que apanhar
Quem matou tem que morrer
Covarde morre gritando
O valente sem gemer
Sem sangue não tem chouriço
Sem luta não tem vitória
É preciso muita garra
Pra subir os degraus da glória
Como farofa de areia
Dou a mão à palmatória
Se um dia ver um covarde
Que fez bonito na história
Urutu de cruz na testa
Vê a morte mas não corre
Vai de encontro com o fogo
Dando bote ele morre
Homem que apanha calado
Ele pra mim não nasceu
Homem que tombou na luta
É um herói que não morreu
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