Recordação
de Sérgio Reis
Amargurado pela dor de uma saudade
Fui ver, de novo, o recanto onde eu nasci
Onde passei minha bela mocidade
Voltei chorando com a tristeza que eu senti
Vi a campina que eu brincava com maninho
E a palmeira que meu velho pai plantou
Chorei demais com saudade do velhinho
Que Deus do céu, há muitos anos, já levou
E o onde estão meus estimados companheiros?
Se foram tantos janeiros desde que deixei meus pais
Adeus, lagoa, poço verde da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais
Meu pé de cedro desfolhado já sem vida
Final amargo de uma rósea esperança
O monjolinho, quero ouvir sua batida
A embalar a minha alma de criança
Manso regato que brotava ao pé na serra
Saudosa fonte que alegrava o meu viver
Adeus, paisagem, céu azul da minha terra
Rincão querido, eu hei de amar-te até morrer
E o onde estão meus estimados companheiros?
Se foram tantos janeiros desde que deixei meus pais
Adeus, lagoa, poço verde da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais
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