Fudd El Jo Szed
de Romany Rota
Assentados em seus tronos
Governando com mãos de aço
Na surdina, traçam seus planos
Nas sombras estão os seus passos
Se fartam em banquetes e festas
Enquanto a fome corre pelas veias
Saciam a própria sede com vinho
Estão em paz a todo instante
A todo instante
Os homens e os seus reinos
Em seus palácios perfeitos
Riem de um canto a outro
Dormem tranquilos em seus travesseiros
Sem pensar em nós
Quem os destronará?
A mão que põe a máscara
É a mesma que compra, limpa e quebra o espelho
Eles serão derrotados?
A imagem do caos que vejo
Ganhou mais uma moldura na parede
Onde estão
Os homens e os seus reinos?
Pele e ossos, olhos vermelhos
Suportando com nervos de aço
Com papel e caneta nos dominam
Os nossos pés estão descalços
Rumores de guerra nos assombram
Nos convencem a ir à luta
Onde está a nossa liberdade?
Em meio aos escombros sentimos a culpa
Os homens e os seus súditos
Acorrentados como animais
Nos levam de um canto a outro
Marionetes sob os seus desejos
O que vai ser de nós?
Quem os destronará?
A mão que põe a máscara
É a mesma que compra, limpa e quebra o espelho
Eles serão derrotados
A imagem do caos que vejo
Ganhou mais uma moldura na parede
Onde estão
Os homens e os seus reinos?
A corrupção está enraizada!
Os súditos com mãos e rostos sujos de cinzas!
Há mãos sujas de sangue!
A balança da justiça está vazia?
Há dois pesos e duas medidas?
Estamos cheios de tanta indiferença!
O que fazer? O que dizer?
Ainda nos resta tempo?
Ainda há coragem?
Mentes inescrupulosas!
Até quando estarão no poder sem temerem?
Até quando ficaremos em silêncio vendo a opressão prevalecer?
Compram a paz por qualquer preço
E vendem-na por um alto preço injusto demais
Lambuzam-se com seus finos manjares
Enquanto catamos as sobras entre ratos e moscas!
Como cães famintos, não dormimos em nossos travesseiros!
Na sujeira desse mundo, vendo as noites passarem em claro!
Promovem as guerras e depois viram as costas!
Se pudessem, venderiam até as nossas almas
Quando serão derrotados?
Quando a justiça será feita?
Os olhos que veem o medo
São os mesmos que causam todo o desespero
Que caiam os seus tronos
Que os tronos sejam desfeitos!
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