Unite

de Pedro Pral

Eu dou voz a história de um povo
Que se perdeu entre os trabalhadores do oceano
Mar revolto faz seus moradores balançar
Seguem a Lua e repousam sob o céu estrelado
Que desafiam a estabilidade de seus pés
No mar não ha tropeços
Atalhos são perigosos
Não ha espaço para trapaças
Os desatentos não sobrevivem
Amarre e desamarre as suas velas com sabedoria
Firme-se, segure se com força e navegue em si mesmo

Salve os trabalhadores de Iemanjá
Salve o povo do mar

No mar ee no mar
No mar de marinheiro tem luar
Do mar ee do mar
Vem energia pra marinheiro trabalhar

Usou cachaça pra curar minhas feridas
Cicatrizes de ida e voltas desta vida
É com o rum que ajuda no equilíbrio
Das andanças neste caminho sem chão

Marinheiro não é bebum sem rumo
Que anda caindo indo sem saber a direção

No mar ee no mar
No mar de marinheiro tem luar
Do mar ee do mar
Vem energia pra marinheiro trabalhar

Faço um pedido, filho de Oya
Mas do horizonte quem ouviu foi Iemanjá
Se é merecido e te traz evolução
É marinheiro que te mostra a direção

Nos meus caminhos peço Ogun a proteção
Mas sem temer, pois marinheiro não erra não!

Nas praias de Nazaré
Contam histórias de um marujo e sua fé
Na terra mal, pois os pés
Viveu sua vida no oceano entre as marés

No mar ee no mar
No mar de marinheiro tem luar
Do mar ee do mar
Vem energia pra marinheiro trabalhar

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