Pátria Colorada
de Pedro Ortaça
Pátria Colorada
Se canto a pátria colorada
Meio floreço por dentro
Pois nem sequer me concentro
E a rima já sai maneada
O Sol maior da pajara
Brilha pra mim sem barulho
Tenho na voz o mangrulho
E quando canto a nossa gente
Sou igual uma vertente
Pulsando no pedregulho
Nasci cantor guitarreiro
No chão índio das Missões
E me criei nos pogões
Deste Rio Grande campeiro
Todo cantor missioneiro
É uma artéria que se esvai
E desde o pai do meu pai
Trago esta herança encantada
É a alma bugre marrada
Das enchentes do Uruguai
Quando canto ressuscito
Os Centauros da minha raça
E parece que me abraça
Um ancestral lá do infinito
Pagé de bronze e arenito
Que um dia morreu peleando
A guitarra soluçando
Balbucia esse segredo
Enquanto lá no arvoredo
O vento passa chorando
Por isso abraço a guitarra
Como a china companheira
Madrinha das penas feiticeiras
Que me transforma em cigarra
Dentro de mim chora e se agarra
Berro da tropa e reponte
Que nem flor humilde do monte
Meu canto é Hóstia Sagrada
Que engulo de alma ajoelhada
Com o olhar no horizonte
Vou rematando a presilha
Como todo o trançador
Porque quem é payador
Canta mas não se destrilha
Assim me vou na coxilha
Ruminando sem pretexto
Um velho e bíblico texto
Que carrego de estribilho
Ao tranco num douradilho
Com um mouro de acabresto
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