Miss Tempestade
de Patrícia Bastos
Miss tempestade não tem tempo
O cinza avança sobre o azul
Hieróglifos elétricos riscam o céu
Escreva, miss tempestade
Que esse dia branco é seu
Despenque sobre esse vazio
Preencha o silêncio de Deus
Escreva, miss tempestade
Não contemporize a sua intensidade
Dói em mim uma dor estranha
E não há osso músculo nervo
Que me diga seu nome
Dor assim eu carrego com calma
Sem medalhas gazes anestesias
- Álibi algum alivia minha alma
Dor assim eu carrego com charme
Doendo mais que a lâmina dos dias
Ter a alma durando no tempo
Durando como duram as dunas
As dores levadas pelo vento
Nenhuma dor durando inteira
Como as pedras duras
Um dia acordam dunas
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