Martin Cererê
de Niltinho Tristeza
Até quem sabe a voz do dono
Gostava do dono da voz
Casal igual a nós,
de entrega e de abandono
De guerra e paz, contras e prós
Fizeram bolas de acetato - de fato
Assim como nossos avós
O dono prensa a voz
a voz resulta um prato
Que gira para todos nós
O dono andava com outras doses
A voz era de um dono só
Deus deu ao dono os dentes,
Deus deu ao dono as nozes
Às vozes Deus só deu seu dó
Porém a voz ficou cansada após
Cem anos fazendo a santa
Sonhou se desatar de tantos nós
Nas cordas de outra garganta
A louca escorregava nos lençóis
Chegou a sonhar amantes
E, rouca, regalar os seus bemóis
Em troca de alguns brilhantes
Enfim, a voz firmou contrato
E foi morar com novo algoz
Queira-se pensar,
quueria ser um prato
Girar e se esquecer, veloz
Foi revelada na Assembléia - atéia
Aquela situação atroz
A voz foi infieltrocando de traquéia
E o dono foi perdendo a voz
E o dono foi perdendo a linha
que tinha
E foi perdendo a luz e além
E disse: Minha voz,
se vós não sereis minha
Vós não sereis de mais ninguém
(O que é bom para o dono é bom para a voz).
Más canciones de Niltinho Tristeza
-
A Favorita do Imperador
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense
-
As Três Capitais
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense
-
Barra de Ouro, Barra do Rico, Barra de Saia
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense
-
Brasil, Flor Amorosa de Três Raças
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense
-
Liberdade! Liberdade! Abre as Asas Sobre Nós
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense
-
O Que é Que a Baiana Tem?
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense
-
O Teu Cabelo Não Nega (Só da lá Lá)
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense
-
Oropa, França e Bahia
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense
-
Vamos Brincar de Ser Criança
Escolas de Samba - Enredos - Imperatriz Leopoldinense