Frágil
de Marcello Caminha
Por onde anda a alma inquieta do poeta?
Que nos deixou, cantando versos de saudade
Talvez buscando um rumo nas estradas que criou
Ou procurando algum amor da mocidade
A sombra grande dos teus versos ainda vejo
Pousada mansa, nos meus livros da estante
Ao mesmo tempo que eu a tenho assim nas mãos
Abrem suas asas, pra voarem tão distante
Só quem já teve madrugadas pela cara
Dessas que os galos acordavam no cantar
Sabe que a alma de um poeta tem estrelas
E versos claros que por si sabem falar
Por onde anda a alma inquieta do poeta
Que cantou versos pra saudade dos amigos?
Talvez andeje pelo céu que ela merece
E eu bem queria, que ela andasse aqui comigo
Quem sabe ande numa tropa estrada à fora
Ou ronde mansa algum silêncio
Quem sabe ande pelas tintas das canetas
Que esboçam versos, pela angústia de uma espera
É um desafio trazer meu canto assim pequeno
Sombra miúda que ante as frondes que expande
E que tua luz além da herança, nos deixou
Uma estrelita, junto ao céu deste Rio Grande
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