Mira Nino
de Mão Morta
O mundo não é mais um lugar seguro
O mundo deixou de ser um lugar seguro
Quando os oceanos invadiram a terra
Com as suas ondas viscosas
E empurraram toda a gente
Para o alto das montanhas
As montanhas, com os picos envoltos numa premanente névoa
De gases tóxicos, não são lugar agradável
As pessoas, para se protegerem
Inventaram uns rígidos factos herméticos
Que lhes impedem o toque, o beijo e o amor
Assim, atomizados, espalhámo-nos por pequenos bunkers
Escavados nas encostas onde aguardámos, na solidão dos fados
Que algo aconteça
Que uma qualquer civilização
Extraterrestre nos venha salvar da extinção
Mas, até agora, nada aconteceu
Nenhum sinal de uma presença cósmica foi detetado
Pelo que continuamos
Expectantes debruçados
Sobre os monitores dos nossos aparelhos eletrónicos
À cata do mais ínfimo movimento por entre o labirinto
De planetas e estrelas e galáxias que formam a infinitude do universo
Enquanto, pela parede envidraçada dos bunkers
Vamos vigiando o ondular mucoso das águas
Que, dia após dias, paulatinamente se aproximam
Há um frio profundo, primordial, que me gela o corpo
O vácuo húmido, que me deixa sensível à presença de matéria escura
E às mais delicadas vibrações de energia, ao medo
O mundo não é mais um lugar seguro
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