Amsterdão
de Mão Morta
Sentar à máquina de escrever. Folhear
Um romance policial. No fim
Saber o que agora já sabes:
O secretário de cara lisa e barba dura
É o assassino do senador.
E o amor do jovem sargento da brigada criminal
Pela filha do almirante é correspondido.
Mas não saltarás de página.
De vez em quando, folheando uma, um olhar rápido
Sobre a folha em branco da máquina de escrever.
Isto ao menos vai-nos ser poupado. Melhor que nada.
No jornal estava escrito: algures, uma aldeia
Foi arrasada por um bombardeamento.
É lamentável, mas o que é que tens a ver com isso.
O sargento está a impedir o segundo assassinato
Apesar da filha do almirante lhe oferecer (pela primeira vez)
Os lábios, serviço é serviço.
Não sabes quantos morreram, o jornal desapareceu.
Ao lado, a tua mulher sonha com o seu primeiro amor.
Ontem tentou enforcar-se. Amanhã
Vai cortar os pulsos ou que sei eu ainda
Ao menos tem um objectivo em vista
Que atingirá de uma maneira ou de outra.
E o coração é um vasto cemitério.
A história de Fátima no Neuen Deutschland
Estava tão mal escrita que te fez rir.
A tortura é mais fácil de aprender que a descrição da tortura.
O assassino caiu na armadilha
O sargento aperta a recompensa nos seus braços.
Agora podes dormir. Amanhã será um novo dia.
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