De Véio para Véio
de Luiz Carlos Borges
Nana, Rosaura, nos teus braços fofos
Condecorados por medalhas roxas
O corpo sujo dos campeiros pobres
Com mãos de calos a arrenharem as coxas
Abre pra eles teu sexo insensível
Romã cortada em rubro desbotado
Dá-lhes os seios flácidos e brancos
E a voz a lhes mentir: meu bem amado
Deixa que mordam com seus dentes podres
Teus beiços carminados de batom
Remexe as nádegas, Rosaura, tu que sabes
Vender por pouco o que eles acham bom
Suga-lhes, Rosaura, língua e lábios
Com sarros de conhaque e colomy
Recebe a seiva que lhes desce dos escrotos
Para o escuro dos esgotos que há em ti
No faz-de-conta deste amor comprado
Pelo preço de miséria de alguns cobres
Mente o que possas que o mentir conforta
O sonho escasso dos campeiros pobres
Os que te buscam nos quilombos tristes
Te dão em troca o que sonhaste ser
Menina e noiva, esposa e companheira
Que assim te vêem os que não sabem ver.
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