Sol e o Silêncio
de Leandro Fortes
Noite alta, céu risonho
A quietude é quase um sonho
O luar cai sobre a mata, qual uma chuva de prata
De raríssimo esplendor
Só tu dormes, não escutas
O teu cantor
Revelando à Lua airosa
A história dolorosa deste amor
Lua, manda a tua luz prateada
Despertar a minha amada
Quero matar meus desejos
Sufocá-la com meus beijos
Canto e a mulher que eu amo tanto
Não me escuta, está dormindo
Canto e por fim, nem a Lua tem pena de mim
Pois ao ver que quem te chama sou eu
Entre a neblina se escondeu
Lá no alto a Lua esquiva
Está no céu tão pensativa
As estrelas são serenas qual dilúvio de falenas
Andam tontas ao luar
Todo o astral ficou silente
Para escutar
O teu nome entre as endeixas
E as dolorosas queixas ao luar
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