Imbraúna
de Jadir De Castro
Fui parido numa estância
No velho galpão do fundo
E desde os primeiros passos
Fiz do lombilho meu mundo
Minha primeira montada
Foi num petiço ruano
Que já saiu veiaqueando
Na cabeceira de um plano
E eu fui trabnçando as cambotas
Igualzito a um veterano
Não sei fazer outra coisa
Que não seja ginetear
É lindo uma contra-dança
De saltar terra pro ar
Uma toada de mango
E um tilintar de chilena
De fazer brotar sorriso
Nos lábios de uma morena
Quando eu cravo minha chilena
Na paleta de um beiçudo
Parece um tufão de vento
Que vai arrastando tudo
Quando o maula esconde o toso
Pra emborcar comigo junto
Abro a perna e saio rindo
Pois entendo desse assunto
E não é qualquer malino
Que vai me fazer defunto
Certa feita numa estância
Me fizeram um desafio
Montar um lobuno tronxo
Batizado de bugio
Mande trazer o ventena
Que com sua fama eu acabo
Cortei de mango e chilena
Do pescoço à pá do rabo
Correu notícia no povo
Que andei gineteando o diabo
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