Guardia Corsa di u Papa
de Ghjuvan Camellu Pasquali
Lá no mourão esquerdo da porteira
Onde encontrei vancê pra despedi
É uma lembrança minha derradeira
É um versinho que eu nele escrevi
Vancê eu sei passa esbarrando nele
E a porteira bate pra avisá
Vancê não lembra que sinal é aquele
E nem se quer se alembra de oiá
Aqui tão longe eu pego na viola
E aquele verso começo a cantá
Uma saudade é dor que não consola
Quanto mais dói a gente quer lembrá
Vancê tarvez não sabe o que é saudade
Uma lembrança vancê nunca sentiu
Pois esquecer as vez tenho vontade
Essa vontade o meu peito feriu
No dia que doer seu coração
De uma saudade que tanto sentiu
Vancê chorando passa no mourão
E lê o verso que eu nele escrevi
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