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de Gabi Ilut

Olhei para o céu e vi nove luas
Vi a conjunção que me cativou
Cativo pra Mata Odé me arrasta
Ruína do sonho que um dia brilhou

Perdi na aposta a disputa do tempo
Um blefe na vida que me desbancou
Ordenou que eu vivesse assim admirado
Por todo aquele que me alimentou

Um cantor singelo se vê indeciso
O punho do justo encontra um sofredor
Vermelho do fogo queimando campina
Nos olhos meninos que um dia lhe amou

Olhei para o céu e vi nove luas
Vi a conjunção que me cativou
Cativo pra Mata Odé me arrasta
Ruína do sonho que um dia brilhou

O vento aqui galopa tranquilo
Na vaidade de um jovem doutor
Vencendo a maré da filosofia
Vivendo contido e galanteador

Olhei para o céu e vi nove luas
Vi a conjunção que me cativou
Cativo pra Mata Odé me arrasta
Ruína do sonho que um dia brilhou

Se a última estrela apagar de repente
Se arder em fúria branca indolor
Peço ao infinito que acolha tranquilo
Conduza seu filho a um novo tutor

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