A Julia De Burgos

de Fabiola Méndez

Senhor me diz aonde que o respeito se perdeu
Vaguei, vivi a sorte do meu lado se rendeu
Tá claro no escuro os olhos renegando a verdade presente
Futuro passando o canto em tom de liberdade

Senhor me diz aonde vou plantar minha esperança
Se luto, atalho por sonhos que guardei desde criança
O medo a dor, morada abandonada no destino
Na volta do mundo repete em agonia o desatino

Eu corto a mão no facão a corda não prende o laço
Mesmo caída no chão ainda há força no braço

Senhor me diz aonde que o respeito se perdeu
Vaguei, vivi a sorte do meu lado se rendeu
Tá claro no escuro os olhos renegando a verdade presente
Futuro passando o canto em tom de liberdade

Senhor me diz aonde vou plantar minha esperança
Se luto, atalho por sonhos que guardei desde criança
O medo a dor, morada abandonada no destino
Na volta do mundo repete em agonia o desatino

Eu corto a mão no facão a corda não prende o laço
Mesmo caída no chão ainda há força no braço

Eu quero ver segurar a força dessa nação
Eu quero ver segurar o grito do coração
Eu quero ver segurar uma criança com fome
Eu quero ver segurar a forca que não tem nome
Eu quero ver segurar a rua toda cantando
Eu quero ver segurar a água nova brotando
Eu quero ver (quando zumbi chegar)!

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