Ninguém Pode Negar
de Fabio Brazza
O samba chegô, o samba chegô, o samba xangô
E ninguém pode parar
É o samba negô, é o samba negô, é o samba nagô
E ninguém pode negar
Pode botar água na cumbuca
Que hoje vai rolar uma feijuca
Coisa bem brazuca
Caneco, bituca, boteco, sinuca
Caipirinha de limão com bastante açúcar
Pega o leitão a pururuca e
Flamba
Pega o pandeiro e batuca e
Samba
Festa de origem mameluca
Mucamba
Vem colar com nois nessa muvuca
Descamba
Eu não sou lelé da cuca, não sou tatamba
Não vou ficar de butuca se só tem bamba
Desde Quinteto até Hermeto e Sivuca
Coisa maluca essa festa aqui é duca ramba
O samba chegô, o samba chegô, o samba xangô
E ninguém pode parar
É o samba negô, é o samba negô, é o samba nagô
E ninguém pode negar
Arrancado de seus lares
Chega ao mundo novo esse povo de culturas milenares
Sua ginga vem do jongo de Cambinda, de Cambondo
De Moçambique, Angola, Congo pro Quilombo dos Palmares
Com seus encantos e quebrantos dos avôs fiéis
Bantos Nagôs e jejés
Cantos, agogôs e afoxés
Santos, xangôs e oxumarés
Vieram tantos, como Sinhô, Radamés
Eis que o batuque do tambor se misturou com o swing do jazz
Por isso que meu samba é raiz de candomblé
Muita fé, muito axé da cabeça aos pés
O samba chegô, o samba chegô, o samba xangô
E ninguém pode parar
É o samba negô, é o samba negô, é o samba nagô
E ninguém pode negar
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