Malhão 3.0
de Diabo Na Cruz
Põe a grade bem no cimo da geleira
O cadeado no cofre de madeira
E vem dançar
Vai começar
Deita em água uma mão de feijão verde
Pimentão, salsa e louro no borrego
Deixa a apurar
E põe-te a andar
Se compravas, põe à venda
Se arrendavas, sub-arrenda
Flash em off
Posta a foto
Faz negócio
E anda lá daí pra fora
Chegou a hora
Já não há saco pra tensões
Peritos, magos e vilões
Toda a gente
A ver se mete
O alfinete
Em forma de comentário
Incendiário
Olha as luzes na praça
E a populaça
Toda em pulgas pra cantar
Vem comprovar
Ver para crer
Bailar até cair pró lado
Esquece o jantar
Bora a correr
Hoje a festa é do Diabo
E meio gás não serve
Só calor e entrega em noites ávidas
Rebelião de febre
Bombos, suor e lágrimas
Traz a avó, a cunhada e o gaiato
Deixa o shot de aventuras para o chato
Que quis faltar
Pode ajudar
Toca a andar, pernas para que te quero
Burricada, Malhão 3.0
É aguentar
E vira o par
O Circo lá esgotou
O bom senso extraviou
A solução
É onda de invasão
Da Galiza ao Sotavento
Repovoamento!
E não é que pelos vistos
Vem aí o apocalipse
Tu queres ver
Que chatice
Não há realista
Que ature a realidade
Haja piedade!
Olha as luzes na praça
E a populaça
Toda em pulgas pra'a cantar
Vem comprovar
Ver para crer
Bailar até cair pró lado
Esquece o jantar
Bora a correr
Hoje a festa é do Diabo
E meio gás não serve
Só calor e entrega em noites ávidas
Rebelião de febre
Bombos, suor e lágrimas
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