Janay

de Ciceron Goncalves

Meu nome é Assilon Gonçalves
Alguém um dia falou pra mim, nunca te vi cantar
Isto deve ser voz de IA?
Doeu? Viu?
Mas olha eu aqui, de novo a canta

Diziam que o cantor não tinha voz
Que língua ferina, isto machuca e dóe
Que a banda mal sabia o que era um dó
Que era mais bonito, ouvir galinhas cantando cócóricó
Mas o destino, ah, esse sim é cruel
Colocou talento em cada um, menos em mim, coitado
Isto amargou em mim, como uma gota de fél

Eles tocaram a melodia do início do meu fim
Quando fui bater na porta do meu jardim
Vi você saindo, braço dado com alguém
Meu mundo desabou, eu estava sem ninguém

E aí eu chorei, chorei sem ensaio, com a alma em pedaços
E aí eu chorei, a voz falhou, e a dor me deu um abraço
E aí eu cantei, cantei tão bonito, que a plateia parou
E aí eu chorei, sendo aplaudido, e nem cantou eu sou

Se o som fosse ruim, e a afinação torta
Talvez a minha dor não ficasse tão exposta
Mas a canção era perfeita, e a plateia cantou
E a cena da plateia, ah, essa me incentivou

Eles tocaram a melodia do início do meu fim
Quando fui bater na porta do meu jardim
Vi você saindo, braço dado com alguém
Meu mundo desabou, eu estava sem ninguém

E aí eu chorei, chorei sem ensaio, com a alma em pedaços
E aí eu chorei, a voz falhou, e a dor me deu um abraço
E aí eu cantei, cantei tão bonito, que a plateia parou
E aí eu chorei, sendo aplaudido, e nem cantou eu sou

Segundo alguém me disse, nunca te vi cantar
Que a minha voz era de IA, que nem sei entoar um tom
Transformei a mágoa, em canções e um belo som
Um show particular mostrando um ser humano
Pra quem não me conhece e nem entende o meu plano

E aí eu chorei, chorei sem ensaio, com a alma em pedaços
E aí eu chorei, a voz falhou, e a dor me deu um abraço
E aí eu cantei, cantei tão bonito, que a plateia parou
E aí eu chorei, sendo aplaudido, e nem cantou eu sou

Nem cantou eu sou
Só um show particular mostrando que um ser humano
Pra quem não me conhece e nem entende o meu plano

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