Nas Mãos De Deus
de Barrerito
Certo dia andando sozinho
Buscando carinho me apareceu
Uma dama de rosto cansado
De pranto molhado, me ofereceu
Se eu queria lhe fazer amor
Mas seu pranto de dor
Foi me condenando
Percebi naquele instante
Que não era uma mulher errante
Perguntei porque estava chorando
Me olhando tão amargurada
Sofrendo magoada, me disse também
Amigo, me encontro perdida
A gente na vida só vale o que tem
E a vida pra mim não tem preço
Por isso padeço amarguradamente
Meu filho está quase morto
Por isso estou vendendo meu corpo
Pra salvar a vida de um inocente
Senti vergonha de ser homem
Diante daquela mulher infeliz
Lhe dei o que precisava
Beijou minhas mãos
Mas seu corpo eu não quis
Encontrei-a depois de alguns dias
Alegre, contente me abraçou
Trazendo nos braços um lindo menino
E entre abraços me disse sorrindo
Esta é a criança que você salvou
A vida tem seus dissabores
Sorrisos e dores amor e paixão
No momentos que a gente alucina
Deus nos ilumina
E estende suas mãos
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