Dois Castelos
de Ana Heloysa
Quando os pés fraquejam
Os joelhos tremem
E vacila o caminhar
Vejo uma pedra
Um porto seguro
Nele eu posso me apoiar
Quando os sentimentos
São tão obscuros
Que eu não posso decifrar
Vejo um coração com um amor tão firme
E Nele eu posso confiar
Se uma tempestade vier destruir
O castelo de areia que eu sou
Tu és a rocha dentro de mim
Se a fúria do vento me despedaçar
Em vestígios de cinzas e dor
Tu és a rocha dentro de mim
E eu vou seguir
Quando os pés fraquejam
Os joelhos tremem
E vacila o caminhar
Vejo uma pedra
Um porto seguro
Nele eu posso me apoiar
Quando os sentimentos
São tão obscuros
Que eu não posso decifrar
Vejo um coração com um amor tão firme
E Nele eu posso confiar
É imutável e não muda de lugar
Contrariando a lógica, me escolheu para morar
Tu, castelo forte
E eu a me desmoronar
Mas não veio para deixar tudo como está
Veio para me moldar
Mas não veio para deixar tudo como está
Veio pra me salvar
Pra me salvar
Se uma tempestade vier destruir
O castelo de areia que eu sou
Tu és a rocha dentro de mim
Se a fúria do vento me despedaçar
Em vestígios de cinzas e dor
Tu és a rocha dentro de mim
E eu vou seguir
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