Sono de Ser
de Amélia Muge
Bóiam leves, desatentos,
Meus pensamentos de mágoa,
Como, no sono dos ventos,
As algas, cabelos lentos
Do corpo morto das águas.
Bóiam como folhas mortas
À tona de águas paradas.
São coisas vestindo nadas,
Pós remoinhando nas portas
Das casas abandonadas.
Sono de ser, sem remédio,
Vestígio do que não foi,
Leve mágoa, breve tédio,
Não sei se pára, se flui;
Não sei se existe ou se dói.
Vestígio do que não foi,
Não sei se existe ou se dói.
Sono de ser, sem remédio,
Leve mágoa, breve tédio,
Não sei se pára, se flui;
Não sei se existe ou se dói.
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